Em 2022, uma análise do uso de smartphones por 33.831 pessoas de 15 a 35 anos em 24 países revelou que estamos no 4º lugar no ranking de uso problemático de smartphones – atrás de China (1º), Arábia Saudita (2º) e Malásia (3º).
O gráfico abaixo mostra a pontuação de cada país em um ferramenta usada por psicólogos chamada Escala do Vício em Smartphones (conhecida através da sigla em inglês SAS-SV), que vai de 10 a 60, em sua versão simplificada. Esse é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade.
É claro que o tempo, por si só, não diz tudo. Uma pessoa que mora em um lugar distante de sua família pode tirar grandes benefícios emocionais de passar um tempão em ligações de vídeo. Enquanto isso, um jovem que acorda no meio noturna e dá uma espiada de um minuto no smartphone já fica gerando um dano grave à própria saúde do sono.
Exceções à parte, o tempo em estado bruto ainda é uma variável importante. Em outro estudo, de 2019, mais ou menos metade do povo adulta de países desenvolvidos concordou que passa muito tempo no celular e afirma que gostaria de diminuir esse tempo.
O programador americano Aza Raskin, que mais tarde se tornaria o desenvolvedor-chefe do navegador Firefox, inventou a rolagem infinita em 2006, dando os primeiros passos no tipo de interface que torna os apps de redes sociais tão viciantes.
Ele se arrepende tanto de sua criação que acabou se tornando um dos fundadores do Centro Para Tecnologia Humanizada, uma planejamento sem fins lucrativos que se tornou particularmente famosa em 2020 depois de aparecer no documentário O Dilema das Redes, na Netflix.
O filme explica as táticas psicológicas que as big techs empregam para tornar as redes sociais viciantes e maximizar a exibição dos usuários à publicidade.
Fonte: artigo de meta-análise “Smartphone addiction is increasing across the world: A meta-analysis of 24 countries”, de Jay A. Olson e outros.
Fonte: Super Interessante