Close Menu
Gazeta Estiva Gerbi
  • Inicio
  • Estiva Gerbi
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Fale conosco
Destaques

Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição

3 de outubro de 2026

Videogames: Kena: Scars of Kosmora é adiado para 2027 e ganha novos detalhes

2 de outubro de 2026

Santos regulariza ocupação do Centro de Treinamento Rei Pelé

2 de outubro de 2026
Facebook X (Twitter) Instagram
  • Estiva Gerbi
  • Anuncie!
Facebook Instagram
Gazeta Estiva Gerbi
  • Inicio
  • Estiva Gerbi
  • Brasil
  • Esportes
  • Games
  • Colunas
  • Fale conosco
Gazeta Estiva Gerbi
Noticias

Fóssil de caranguejo de 85 milhões de anos é descoberto na Antártica por brasileiros

13 de agosto de 2025


Um caranguejo fossilizado, avistado por cientistas brasileiros na Ilha James Ross, na Antártica, fica auxiliando a reescrever parte da história evolutiva dos crustáceos. Batizado de Sabellidromites santamarta, o animal viveu no momento Cretáceo, existe em torno de 85 milhões de anos, quando a área estava longe de ser o deserto gelado que conhecemos hoje.

O fóssil foi descoberto durante a 41ª Operação Antártica Brasileira, expedição que envolveu 32 dias de trabalho em campo, em um acampamento separado e sujeito a ventos de 70 km/h. A pesquisa, publicada na revista científica Journal of Paleontology, integra o projeto PALEOANTAR, uma iniciativa do Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Pesquisadores da a Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) também participaram da pesquisa, que teve apoio logístico da Marinha do Brasil.

    “O caranguejo S. santamarta é único por vários motivos”, afirma Daniel Lima, paleontólogo e primeiro autor do estudo, à Super. “Ele está bem preservado, incluindo partes raras como o ventre e as patas traseiras – detalhes dificilmente encontrados em fósseis de caranguejos.”

    “Além disso, pertence ao grupo Dynomenidae, considerado relicto, ou seja, um ‘sobrevivente’ de um passado distante. São animais que já foram muito mais diversos e abundantes, mas hoje existem apenas em poucas espécies e áreas restritas. Isso torna cada registro fóssil uma peça importante para entender sua história evolutiva. Para se ter uma ideia, existem atualmente apenas 22 espécies viventes e 42 fósseis”, acrescenta.

    Imagem do fóssil do caranguejo  Sabellidromites santamarta.PALEOANTAR/ Museu Nacional/UFRJ/Propaganda

    Mas o que torna essa descoberta ainda mais especial é o local onde ela foi feita: a Antártica.

    Aqui, precisamos voltar no básico da história da Terra. Durante o momento Cretáceo, a geografia dos continentes era muito diferente: América do Sul, África, Antártica e Austrália formavam Gondwana, enquanto América do Norte, Europa e Ásia compunham Laurásia.

    Dentre eles, o oceano Tétis funcionava como uma estrada marinha, conectando regiões tropicais e temperadas e permitindo a dispersão de organismos marinhos por grandes distâncias.

    Até o momento, fósseis semelhantes haviam sido vistos quase exclusivamente em regiões que integravam a Laurásia. O novo fóssil, entretanto, foi avistado ao sul, onde era o antigo Gondwana, o que sugere uma distribuição geográfica muito mais ampla do que se imaginava.

    “Isso indica que houve conexões marinhas capazes de permitir a troca de espécies entre os hemisférios do planeta”, explica Lima.

    Naquele tempo, a Antártica tinha clima quente e úmido, com temperaturas médias de 15 °C a 23 °C, florestas densas, rios e mares de águas mornas, povoados por peixes, moluscos, corais e répteis marinhos como plesiossauros.

      O estudo do fóssil também levou a uma revisão na classificação científica do gênero Sabellidromites. A presença de placas endurecidas na cauda e a redução somente da quinta pata indicam que ele pertence à família Dynomenidae, e não àquela em que era colocado anteriormente.

      “Essa mudança é relevante porque afeta a forma como entendemos a evolução e a distribuição desses caranguejos”, destaca o pesquisador.

      A coleta do exemplar envolveu uma logística complicada, como relembra o paleontólogo Renato Ghilardi, da UNESP, que participou da missão. Depois de deixar o Rio de Janeiro de avião rumo a Punta Arenas, no Chile, a equipe seguiu de navio até a Antártica. De lá, um helicóptero levou os pesquisadores até a Ilha James Ross. 

      “Ficamos isolados por mais de um mês, cozinhando nossa própria comida e vivendo em barracas especiais. Sem a Marinha, seria impossível fazer esse trabalho”, conta à Super.

      A descoberta levanta novas questões: quantas outras espécies semelhantes viveram na Antártica? Por quais rotas marinhas elas chegaram até lá? E a que outros grupos dentro dos Dynomenidae estão mais próximas? 

      As respostas precisam aparecer no decorrer das novas escavações, em que os pesquisadores planejam comparar o novo fóssil com espécies do Hemisfério Norte e investigar mais a fundo a evolução desse grupo.

      AS MAIS LIDAS DA SEMANA
      Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super no decorrer da semana. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter

      Cadastro efetuado com sucesso!

      Você receberá nossas newsletters através da manhã de segunda a sexta-feira.

      Fonte: Super Interessante

      Share. Facebook Twitter Email Telegram WhatsApp

      Notícias relacionadas

      Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição

      3 de outubro de 2026

      Real Time: Renan Filho tem 49% e JHC marca 46% no 1º turno em Alagoas

      2 de outubro de 2026

      GO: depois de 14 anos de espera, caso Davi Sebba começa a ser julgado nesta 5ª

      1 de outubro de 2026
      Moscay
      Últimas Notícias

      Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição

      3 de outubro de 2026

      Real Time: Renan Filho tem 49% e JHC marca 46% no 1º turno em Alagoas

      2 de outubro de 2026

      Justiça Eleitoral Reforça Fiscalização De Santinhos E Proibição De Celulares Na Cabine Em Mogi Guaçu E Estiva Gerbi

      2 de outubro de 2026

      GO: depois de 14 anos de espera, caso Davi Sebba começa a ser julgado nesta 5ª

      1 de outubro de 2026
      2026 - Gazeta Estiva Gerbi - Notícias da cidade e da região - Grupo T25.
      • Termos de uso
      • Política Privacidade
      • Contatos

      Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.