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Centrão demonstrou maioria do TCU, que agora julgará liquidação do Master

19 de janeiro de 2026

A maioria dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que vai inspecionar a atuação do Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, foi indicada através do Centrão no Congresso Nacional. Parte desses integrantes é vista como próxima ao empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição.

A Constituição estabelece que seis ministros do TCU sejam escolhidos através do Congresso e três através do presidente da República, desenho que ajuda a compreender o perfil político predominante hoje na Corte.

O presidente do tribunal é Vital do Rêgo, ex-senador através do MDB da Paraíba, indicado ao TCU em 2014 e eleito presidente da Corte no final de 2024. Ele é irmão do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), apoiador do presidente Lula (PT).

Em 12 de janeiro, o presidente da Corte afirmou que o Banco Central concordou com a inspeção do TCU e dará acesso aos documentos relacionados à liquidação do Banco Master.

“Ela (a inspeção) já está acontecendo, pela reunião que fizemos hoje (12/1). Definimos que o TCU vai ter acesso aos documentos do Banco Central que foram base para o processo liquidatório – que só quem poderia liquidar era o Banco Central –, que estão à disposição já a partir de hoje. Nós temos um calendário que será ajustado pelas unidades técnicas”, informou o presidente do TCU O ministro falou que “o ato de liquidação é administrativo e regulatório”. “É um modelo técnico que o TCU está acostumado a fazer”, completou.

Quem são os ministros do TCU Walton Alencar Rodrigues, indicado através do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999; Benjamin Zymler, indicado através do então presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2001; Augusto Nardes, indicado através da Câmara dos Deputados, em 2005; Aroldo Cedraz, indicado através da Câmara dos Deputados, em 2007; Vital do Rêgo Filho, indicado através do Senado Federal, em 2014; Bruno Dantas, indicado através do Senado Federal, em 2014; Jorge Oliveira, indicado através do então presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020; Antonio Anastasia, indicado através do Senado Federal, em 2022; Jhonatan de Jesus, indicado através da Câmara dos Deputados, em 2023; Leia também Os nomes do Centrão no TCU O ministro Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal através do Republicanos de Roraima, assumiu cargo no TCU no mês de novembro de 2023. Filho do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), a indicação dele foi apresentada através da chefia do partido na Câmara. A articulação política para a escolha dele teve o suporte direto do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

Antes dele, entrou Antonio Anastasia, em 2022, a contar de indicação do Senado. Anastasia foi governador e senador por Minas Gerais e, historicamente, integrante da cúpula do PSDB.

Um dos principais apoiadores dele foi o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), na década de 2010. Antes de assumir o cargo no TCU, Anastasia trocou o PSDB através do PSD.

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BANCO MASTER

Reprodução/Banco Master

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

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Banco Master

Michael Melo/Metrópoles

Em 2007, tomou posse no TCU o ministro Aroldo Cedraz. Ex-deputado federal, ele foi indicado ao cargo através da Câmara dos Deputados. A trajetória política dele é associada ao grupo de Antônio Carlos Magalhães (DEM/hoje União Brasil), o ACM, da Bahia.

A corte tem ainda o ministro Augusto Nardes, que ingressou no TCU em 2005, depois de sucessivos mandatos como deputado federal através do PP do Rio Grande do Sul.

Ainda em 2026, haverá uma nova indicação para o TCU. A disputa deve ficar entre o deputado Odair Cunha (PT-MG), que tem bom trânsito entre parlamentares do Centrão e tende a contar com o suporte do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).

Com informações Metropoles

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