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Os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a crítica nacional

16 de maio de 2026
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Os 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, segundo a crítica nacional


A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) revisou sua lista dos cem filmes mais importantes do cinema brasileiro. A atualização realiza-se pouco mais de uma década depois da primeira versão, publicada em 2015, e passa a incluir produções lançadas nos últimos anos.

Entre as novidades estão Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, e O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, que representaram o Brasil na disputa recente através do Oscar. A nova seleção também traz títulos contemporâneos como Marte Um (2022), de Gabriel Martins, e As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra.

Ao contrário da lista original (que tinha como campeão Limite, filme de Mário Peixoto de 1931), a Abraccine abandonou a ideia de ranking. Em vez disso, a entidade optou por apresentar as obras numa lista por ordem de lançamento.

O percurso começa nos anos 1930 e atravessa diferentes fases do cinema nacional, passando através do cinema de estúdio dos anos 1950, através do Cinema Novo, através do cinema marginal e através da retomada dos anos 1990, até chegar às produções mais recentes.

    A seleção inclui produções bastante conhecidas, como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, Central do Brasil (1998), de Walter Salles, e O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes.

    Mas a atualização também abre mais espaço para obras que ganharam relevância crítica nos últimos anos, incluindo filmes dirigidos por mulheres, pessoas negras e cineastas de fora do eixo tradicional Rio-São Paulo.

    Segundo Orlando Margarido, presidente da Abraccine, a revisão reflete mudanças ocorridas tanto na associação quanto no debate sobre cinema brasileiro no espaço da última década.

    “A sociedade mudou, assim como o perfil da associação, que naturalmente cresceu e se modificou. É uma revisão importante e necessária da nossa história do cinema”, afirmou à Folha.

    Um dos exemplos dessa ampliação é a presença de Amor Maldito (1984), dirigido por Adélia Sampaio. O longa é reconhecido como o primeiro da história do País dirigido por uma mulher negra e passou a receber mais atenção de críticos e mostras de cinema nos últimos anos.

    A atualização da lista faz parte das comemorações de 15 anos da Abraccine. A entidade também prepara um livro sobre os cem filmes escolhidos, previsto para o final do ano através da editora Letramento.

    Veja a lista completa: 

    1. Limite (1931), de Mário Peixoto
    2. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro
    3. O Ébrio (1946), de Gilda de Abreu
    4. Também Somos Irmãos (1949), de José Carlos Burle
    5. Carnaval Atlântida (1952), de José Carlos Burle
    6. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
    7. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos
    8. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos
    9. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos
    10. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
    11. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
    12. O Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
    13. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
    14. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra
    15. Porto das Caixas (1962), de Paulo Cezar Saraceni
    16. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
    17. À Meia Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins
    18. A Velha a Fiar (1964), de Humberto Mauro
    19. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
    20. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
    21. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
    22. A Falecida (1965), de Leon Hirszman
    23. A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), de Roberto Santos
    24. São Paulo Sociedade Anônima (1965), de Luiz Sergio Person
    25. A Entrevista (1966), de Helena Solberg
    26. O Padre e a Moça (1966), de Joaquim Pedro de Andrade
    27. Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira
    28. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
    29. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), de José Mojica Marins
    30. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luiz Sergio Person
    31. O Garoto e o Vento (1967), de Carlos Hugo Christensen
    32. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
    33. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
    34. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
    35. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade
    36. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
    37. O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
    38. O Despertar da Besta (Ritual dos Sádicos) (1970), de José Mojica Marins
    39. Sem Essa, Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
    40. Um É Pouco, Dois É Bom (1970), de Odilon Lopez
    41. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
    42. S. Bernardo (1972), de Leon Hirszman
    43. Toda Nudez Será Castigada (1972), de Arnaldo Jabor
    44. Alma no Olho (1973), de Zózimo Bulbul
    45. Compasso de Espera (1973), de Antunes Filho
    46. Os Homens Que Eu Tive (1973), de Tereza Trautman
    47. A Rainha Diaba (1974), de Antonio Carlos da Fontoura
    48. Iracema, Uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodanzky e Orlando Senna
    49. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
    50. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977), de Hector Babenco
    51. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
    52. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Jr.
    53. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor
    54. A Mulher Que Inventou o Amor (1980), de Jean Garrett
    55. Bye Bye Brasil (1980), de Carlos Diegues
    56. O Homem Que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
    57. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1980), de Hector Babenco
    58. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
    59. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
    60. Das Tripas Coração (1982), de Ana Carolina
    61. Pra Frente Brasil (1982), de Roberto Farias
    62. Onda Nova (1983), de Ícaro Martins e José Antonio Garcia
    63. Amor Maldito (1984), de Adélia Sampaio
    64. Cabra Programado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
    65. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
    66. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
    67. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
    68. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
    69. Ilha das Flores (1989), de Jorge Roubado
    70. Que Bom Te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat
    71. Superoutro (1989), de Edgard Navarro
    72. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach
    73. Carlota Joaquina, Princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati
    74. Terra Estrangeira (1995), de Daniela Thomas e Walter Salles
    75. Baile Perfumado (1996), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas
    76. Central do Brasil (1998), de Walter Salles
    77. O Auto da Compadecida (2000), de Guel Arraes
    78. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bodanzky
    79. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
    80. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund
    81. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
    82. Madame Satã (2002), de Karim Aïnouz
    83. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
    84. O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz
    85. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
    86. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
    87. Saneamento Básico, o Filme (2007), de Jorge Roubado
    88. Santiago (2007), de João Moreira Salles
    89. Trabalhar Cansa (2011), de Juliana Rojas e Marco Dutra
    90. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
    91. O Garoto e o Mundo (2013), de Alê Abreu
    92. Branco Sai, Preto Fica (2014), de Adirley Queirós
    93. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
    94. Aquarius (2016), de Kleber Mendonça Filho
    95. Arábia (2017), de Affonso Uchoa e João Dumans
    96. As Boas Maneiras (2017), de Juliana Rojas e Marco Dutra
    97. Marte Um (2022), de Gabriel Martins
    98. Mato Seco em Chamas (2022), de Adirley Queirós e Joana Pimenta
    99. Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles
    100. O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho
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    Fonte: Super Interessante

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